sexta-feira, 30 de maio de 2008

Bicicletários em Brasília




Sobre o bicicletário

Estacionamento para bicicletas - como escolher um paraciclo adequado:
Os paraciclos devem ser escolhidos com base no espaço disponível, no nível de segurança necessário e, obviamente, no custo. Independentemente do modelo escolhido, o paraciclo deve:


1) Oferecer um ponto de apoio para o quadro ou para o garfo. Caso contrário, as rodas suportam todo o peso da bicicleta e podem se danificar facilmente.


2) Permitir que se prenda o quadro e a roda dianteira com um cadeado. Se apenas um desses elementos ficar preso, o outro se torna um alvo fácil para os ladrões.



Onde instalar os paraciclos:


Os paraciclos devem ser instalados em todos os lugares onde os ciclistas quiserem estacionar:

ruas comerciais e entradas de edifícios públicos, escolas, estações de metrô [e ônibus] e prédios residenciais. Idealmente, os paraciclos devem estar localizados perto do destino do usuário. Geralmente instalados na frente dos edifícios, também podem ser posicionados nos fundos ou em alguma área livre, desde que o local seja seguro. Em ruas comerciais, os paraciclos podem ser instalados na calçada ou na própria rua, após a última vaga de estacionamento para automóveis. Em um mundo ideal, bicicletários dentro de estacionamentos cobertos oferecem o máximo de segurança, além de manter os selins secos para os ciclistas no final do dia!

Conceitos para Implementação de Ciclovias

CONCEITO DE INCENTIVO :
O conceito de planejamento para ciclovias tem efeitos fundamentais em incentivar o uso da bicicleta, em curto e longo prazo, já que esses conceitos não só criam condições para o trânsito de hoje, como também impõem um importante marco dentro do qual o transito futuro (com demanda potencialmente maior), terá que operar. Por isso é fundamental que os planejadores compreendam, antes de terminarem os projetos, as implicações que suas propostas podem ter no trânsito e em sua viabilidade. Para esse efeito é que deve-se detalhar os conceitos que apontam para minimizar os acidentes de ciclistas, incentivam o uso da bicicleta e obtém uma qualidade de serviço ótima.

CONCEITO DE ACESSIBILIDADE:

Este conceito desenvolve-se, abrangendo todos os espaços e infra-estruturas, destinadas às bicicletas, em locais que sejam de fácil e cômodo acesso para os ciclistas, de maneira a facilitar o seu uso, com o incentivo de potenciais usuários. Alguns dos problemas podem ser discriminados como a falta de iluminação, falta de estacionamentos e as grandes distancias que separam os centros de atração e geração de viagens.


CONCEITO DE MANUTENÇÃO:

Um conceito que diferencia dos demais, pois desenvolve-se no tempo e no espaço, depende tanto do nível de serviço da ciclovia como da segurança que oferece aos usuários, já que não basta apenas construir uma ciclovia e deixá-la em operação, é imprescindível conservá-la em bom estado, devido a que uma correta manutenção da sinalização vertical e horizontal, das áreas verdes e do acesso geral da ciclovia, repercutirá favoravelmente no incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte seguro.


CONCEITO DE ARBORIZAÇÃO E ÁREAS VERDES:


Este conceito desenvolve considerando o entorno ambiental ao qual passará uma ciclovia, oferecendo a colocação de árvores, arbustos e relva, no entorno necessário para tornar mais agradável o deslocamento em bicicletas, pois toda flora que possa ser plantada refresca o percurso, protege do sol e da chuva seus usuários incentivando o ciclismo em condições climáticas adversas.

CONCEITO DA INTERAÇÃO:

Este conceito desenvolve-se com o oferecimento de todas as facilidades que sejam necessárias para tornar complementar os percursos em bicicleta com outros meios de transporte, isto se pode fazer utilizando recursos como o de estacionamentos cobertos e seguros, devidamente localizados em zonas de transbordo, a outros sistemas de transportes, de maneira a fomentar uma interação multi-modal, como por exemplo bicicleta – metro.
Há de complementar estas medidas com uma política regional que ofereça diversas facilidades aos ciclistas como, por exemplo, o transporte das bicicletas em horas fora de ponta, tanto de metro como em veículos coletivos, oferecendo avanços importantes ao incentivo e validade do uso da bicicleta, especialmente no segmento estudantil.
CONCEITO DE SEGREGAÇÃO:

Este conceito desenvolve-se com base a oferecer um espaço físico adequado, claramente definido na via pública, para o trânsito seguro das bicicletas, sendo imprescindível que o espaço seja dotado de sinalização vertical, demarcação, soleiras e dispositivos viários, que são necessários para separar as superfícies de percurso de peões e veículos motorizados, dos destinados às bicicletas, oferecendo respeito mútuo de todos os usuários das vias.

CONCEITO DE SEGURANÇA DE TRÂNSITO E PESSOAL:


Este conceito desenvolve-se contemplando todos os fatores geradores de um modo ou de outro de insegurança ao ciclista na via pública, seja esta produzida pelo trânsito circundante ou por facilidade em instalar a delinqüência. Para manter a segurança de trânsito recomenda-se ações como a restrição da velocidade tanto da via que abarca a ciclovia como nas que a cruzam, manter a demarcação da ciclovia nos cruzamentos com outras vias, privilegiar o uso de segregadores de caráter rígido. Para manter a segurança pessoal recomenda-se ações como prover os sítios de visibilidade, atrativos e seguros tanto para a deslocação em ciclovias como para estacionamento das bicicletas, dotar de adequada iluminação, oferecer à ciclovia uma visão clara e de todo o entorno viário adjacente. Com importância acrescida a não a esquecer de campanhas de esclarecimento quanto as medidas individuais de segurança, como campanhas publicitárias reativas as importâncias dos equipamentos de segurança ou de civilidade no trânsito.




Fonte: Mestrado em Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano UP: FAUP.FEUP 2004.2006 . Mobilidade e Transporte Prof. João Marrana. António Oliveira e Patricia Cavalcante.

Segurança da Ciclovia

1 - Em trechos retos de ruas e avenidas, onde o trânsito (fluxo de veículo) estiver próximo às ciclovias, devem ser instaladas muretas de concreto (h = 900mm mínimo).
As muretas de concreto devem ser arredondas na parte superior e devem ser contínuas. Os espaçamentos entre muretas, bem como a baixa altura da mesma, constituem-se em pontos de contundência para o ciclista.
2 - Ao longo das ciclovias (nas laterais ou margens) não devem existir postes, árvores, ou bancos.
3 - Nos canteiros, às margens das ciclovias, não devem existir arbustos (galhos finos) ou plantas com espinhos.
4 - Outro fator de segurança a se considerar (analisar) são os trechos com alto risco de acidentes (curvas das ruas e avenidas) com invasão da ciclovia pelos automóveis sendo conduzidos em altas velocidades. No caso de se prever este risco ”muretas de concreto” ou “guard rail” devem ser instalados para contenção dos automóveis.
5 - As ciclovias devem estar providas de sistema de drenagem de águas pluviais. (drenagens de águas pluviais provenientes de ruas e calçadas não devem ser dirigidas às ciclovias).
6 - A largura das ciclovias deve ser de no mínimo de 1,5 m por faixa e, na existência de meio-fio o mesmo deverá ser de face arredondada.
7 - As ciclovias devem possuir sinalização horizontal em pontos de travessia de pedestres e, em hipótese alguma devem passar por dentro de pontos de ônibus.
8 - As ciclovias não podem concorrer com calçadas de pedestres ou seja, não podem servir de passagem obrigatória e com grande fluxo de pedestre, tal como acessos às praias, ou acessos à pontos de ônibus.
9 - As ciclovias devem ter seu sentido de fluxo sinalizado.
10 - Em hipótese alguma devem ser instalados nas ciclovias, “quebra molas” ou ondulações limitantes de velocidade! No máximo o piso deve ser ranhurado horizontalmente (ranhuras de 1/2” máximo) e conter adicionalmente a sinalização horizontal (sinalização de advertência).
11 - As sinalizações de advertência devem ser horizontais (placas ou qualquer sinalização vertical não são adequadas para ciclovias).

sábado, 17 de maio de 2008

Porque ciclovias seguras?

A importância de ciclovias seguras

Já chega a ser senso comum a idéia de que o planeta pede socorro contra o mal uso feito pelo homem. Excesso de lixo, destruição do meio ambiente, poluição. Isso é apenas o mínimo que pode ser falado. É de conhecimento de todos também que algo deve ser feito para reverter esse quadro. Idéias existem, é claro! Mas poucas são colocadas em prática, realizadas. E dessas poucas, algumas ainda, mal elaboradas ou feitas com descaso, acabam ficando pela metade, ou não atingem o objetivo proposto.

Várias alternativas existem para os diferentes problemas urbanos. Esse trabalho é voltado ao estudo de uma das alternativas para os diversos problemas causados pelo trânsito. Excesso de carros nas vias que já não os suportam, estresse cotidiano pelas horas perdidas em congestionamentos, doenças respiratórias causadas pela poluição; e além de tudo veículos automotivos causam tamanho comodismo que até mesmo para curtas distâncias, facilmente feitas a pé, eles são retirados das garagens.

A bicicleta é um recurso já muito utilizados em vários países, principalmente europeus. No Brasil há muitos bons exemplos de utilização desse recurso alternativo, mas ainda há muito a ser explorado. Um bom incentivo ao uso de bicicletas é a construção de ciclovias, principalmente nas grandes cidades, onde o fluxo de veículos automotivos é cada vez maior.

O Projeto de Implantação de Ciclovias no Campus da UnB tem como objetivos:

Implantação de passeios, ciclovias e ciclofaixas,
Promover sua integração com os demais sistemas de transportes coletivo

Modalidades
Implantação de Ciclovias;
Implantação de Ciclofaixas;
Minimização dos Conflitos Intermodais;
Implantação, Reforma ou Ampliação de Passeios Públicos;
Trabalho de Comunicação Social com Programação de identidade Visual;
Estudos e Projetos.
Para que o Sistema Cicloviário funcione é preciso que seja armado e articulado num sistema de origens e destinos para atender a demanda;
Ter boa sinalização viária horizontal, vertical e semafórica e respetiva regulamentação e advertência;
A implantação de ciclovias em áreas onde não existam ruas e/ou passeios públicos;
Estudo de viabilidade de compartilhamento com os passeios públicos. Por meio de sinalização específica, a circulação de bicicletas poderá ser compartilhada com os pedestres em passeios, principalmente em casos especiais, como travessias em pontes ou passarelas, com passeios largos o suficiente para garantir a circulação comum de pedestres e ciclistas;

Adequação de ciclofaixas em ruas de tráfego moderado, ou possibilidade de encaixar uma faixa entre o meio fio e os carros estacionados;
Criação de Bicicletários, com cobertura e vigilância, em pontos estratégicos:
Rodoviária;
(próximo ào terminal dos ônibus)…?
UnB
(um em cada ala do Minhocão (Norte e Sul);
ao lado da biblioteca;
no centro de esportes)…?